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Paola Tucunduva entrevista Paulo Rabello de Castro, coordenador do Movimento Brasil Eficiente – MBE -, responsável pela campanha Assina Brasil.

A Assina Brasil é uma campanha nacional promovida pelo MBE. A sua proposta é a simplificação fiscal, com intuito de diminuir o número de impostos, que hoje são mais de 50, onde cidadão brasileiro acaba nem fazendo ideia do que está pagando, e tornar isso a ponto de partida para uma redução da nossa carga tributária.

A campanha tem como base seis medidas:

1. Unificar as alíquotas do ICMS em um ponto médio de 7% a 12%, para, mais para frente, diminuir esse número para 4%;

2. Unificar os tributos federais circulatórios em um único tributo social nacional;

3. Criar uma URV Fiscal para a União, para garantir a distribuição neutra e equidistante de todas as arrecadações circulatórias, a partir do dia da reforma;

4. Determinar um da para o nascimento do ICMS Nacional, referente à unificação do novo tributo nacional social e do novo ICMS unificado, formando um único tributo na circulação econômica;

5. Cumprir o artigo 67 da le de Responsabilidade Fiscal, aprovando a organização do conselho de Gestão Fiscal, que coordenará o novo sistema tributário;

6. Reduzir gradualmente a a carga tributária para a meta de 30% do PIB Brasileiro até 2022.

Acesse www.assinabrasil.org e assine!

 

 

Em 1986 a conceituada revista The Economist criou um índice para avaliar o nível de apreciação ou depreciação de diversas moedas nacionais em comparação com o Dólar norte-americano, utilizando como referência um único bem, o Big Mac.

A ideia se baseia na teoria da Paridade do Poder de Compra, segundo a qual a taxa de câmbio nominal deve refletir os preços relativos de duas moedas. Dessa maneira, se um mesmo produto, custa R$ 2,00 no Brasil e US$ 1,00 nos Estados Unidos, o Dólar deveria custar R$ 2,00 no Brasil.

A escolha do Big Mac se deu por este produto ser similar em todo o mundo, sendo assim ideal para se comparar países com realidades tão distintas entre si, como Brasil e Estados Unidos, por exemplo.

Considerando o índice Big Mac de março de 2006, um indivíduo poderia comprar um hambúrguer nos Estados Unidos com US$ 3,10. Nesta mesma data, no Brasil, o preço equivalia a US$ 2,98. Mais barato em US$ 0,12 na comparação.

Já em janeiro de 2013, se um indivíduo comprasse um hambúrguer em território norte-americano, pagaria US$ 4,07. Porém, se quisesse comprar o mesmo Big Mac no Brasil teria que gastar o equivalente a US$ 6,16, passando, portanto de uma sobra de US$ 0,12 em 2006 para uma falta de US$ 2,09 em 2013, quando comparado a um comprador norte-americano.

O índice Big Mac mostra que a taxa de câmbio brasileira está sobrevalorizada em mais de 30%, mas se analisarmos o preço do dólar neste mesmo período, observamos que o Real valorizou-se frente à moeda americana em aproximadamente 7,5%.

Ainda que se devam considerar inexatidões no Índice Big Mac, é inegável que o expressivo aumento observado no preço do hambúrguer em Dólar, neste período, representa aquilo que qualquer cidadão brasileiro tem se deparado nos últimos anos, qual seja, o encarecimento do custo de vida e consequente perda do poder aquisitivo da moeda.

Basta olharmos ao redor para concluirmos que esta perda do poder aquisitivo se dá face ao aumento da renda nominal dos brasileiros sem a contrapartida de crescimento do rendimento dos fatores de produção. Ou seja, há mais moeda em circulação e uma classe média emergente, mas a oferta de bens e serviços não atende a demanda com a eficiência necessária, gerando demanda reprimida e aumento de preços.

O hambúrguer é igual em todos os cantos do mundo, mas o mesmo não se pode dizer da eficiência do capital humano, da qualidade infraestrutura, da eficiência logística, do risco e do custo do capital para o empreendedor, da carga e da complexidade tributária.

A perda do poder aquisitivo da moeda brasileira, simbolizada pelo preço de um Big Mac, representa a ineficiência da produtividade nacional, nos levando a refletir sobre a necessidade de uma agenda econômica mais profunda e que vá além de medidas pontuais, ora para incentivar o crescimento de determinado setor, ora para controlar a inflação, como tem se observado.

Rodrigo Piazzeta

O Empreender é um evento gratuito que acontece anualmente a fim de disseminar o empreendedorismo no meio universitário e, pelo segundo ano consecutivo, a FEA abre suas portas recebendo universitários que se interessam pelo assunto. Promovido pela FEA júnior USP nos dias 02 e 03 de abril, das 11h15 às 19h, o Empreender conta com palestras,workshops e TED a-likes ministrados por profissionais bem quistos no meio empreendedor, tais como André Akkari, Rafael Clemente, Thiago Feijão e Gabriel Benarrós.

O evento tem como público-alvo três grupos dentre os universitários: os que desejam empreender mas não sabem como, os que já são empreendedores e também os que não desejam abrir um próprio negócio, porque, para este último público, o evento mostrará a importância do intra-empreendedorismo: empreender dentro da empresa em que trabalham, ou futuramente trabalharão, sem que esta seja propriamente sua.  Com isso, os jovens participantes obterão destaque na carreira e no mercado de trabalho, motivando-os a serem promotores de mudanças na sociedade por meio dos negócios.

Cada dia do Empreender será norteado por um macro-tema: “Eureka!” e “Mão na Massa”. O objetivo é criar uma ligação entre os dois dias: a criação, o desenvolvimento e o amadurecimento estão em foco no primeiro dia; enquanto a prática de ideias e a grande quantidade das palestras acontecerão no segundo. As inscrições podem ser feitas no site do II Empreender ou pessoalmente nos dias do evento.

Fundada em 1990, a FEA júnior USP, realizadora de diversas consultorias empresariais e eventos universitários, entre eles o Empreender, visa aproximar os graduandos de diversas faculdades do mercado de trabalho. A empresa júnior, gerida apenas por alunos da FEA, já realizou mais de 300 projetos sem fins lucrativos garantindo reconhecimento à empresa. Prova disso é ter ganho o título de segunda melhor empresa júnior do país dentre outros prêmios condecorados nacionalmente.

Local: FEA – USP; Rua Professor Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária
Data e hora: 02 e 03 de abril, das 11h15 às 19h
Inscrições: pelo site (http://www.empreender2013.com) ou pessoalmente no saguão da FEA nos dias do evento

 

Estudo da Kantar Worldpanel aponta que o último trimestre do ano e as festas não contribuíram para alavancar o consumo como esperado 

De acordo com o estudo Consumer Insights 2012, a Kantar Worldpanel aponta que o consumo familiar, que tem sido responsável em alavancar os índices de consumo no país desde 2009, sofreu uma desaceleração. As famílias reduziram o número de visitas aos pontos de venda e as compras de bens de consumo não duráveis para abastecimento do lar, isso refletiu diretamente em um ano de retração do crescimento do país em unidades compradas.

O pé no freio no consumo familiar, ao lado de fatores como a crise econômica europeia, crescimento tímido no setor de serviços e importações crescendo mais do que as exportações foram as causas do crescimento do PIB muito abaixo das expectativas. Os setores com melhor desempenho foram aqueles que tiveram reflexo direto de incentivos do governo, como veículos (carros e motos) e materiais de construção.

Apesar do valor investido na compra de bens de consumo não duráveis (que contempla as cestas de alimentos, bebidas, higiene e beleza) ter marcado um crescimento de 5% em 2012, comparado ao ano anterior, em número de unidades o período registrou queda de 1%. Nota-se que o ano começou com crescimento de 7% tanto em unidades compradas quanto em valor desembolsado no primeiro trimestre, contudo os meses seguintes não sustentaram os mesmos resultados, conforme gráfico abaixo:

Obs: números representam a % de variação do consumo em relação ao mesmo período do ano anterior

Classes mais baixas com maior fôlego para o consumo

Conforme a Kantar Worldpanel já tem apontado em seus estudos apresentados trimestralmente, as classes D e E foram as que mais contribuíram para o consumo de bens não duráveis no país em 2012. Enquanto as classes A, B e C puxaram para baixo o número de itens adquiridos e tiveram um tímido crescimento no valor desembolsado, as classes D e E marcaram evolução em ambos. Os números da tabela abaixo comparam os resultados de 2012 com o ano anterior:

 

Classes

AB

C

DE

Unidades

- 4%

- 4%

+ 3%

Valor

+ 5%

+ 4%

+ 9%

As classes D e E também passam a ter mais acesso ao crédito. A porcentagem de compradores que utilizaram o cartão de crédito como forma de pagamento em 2012 foi de 44%, representando a entrada de 1,3 milhão de lares utilizando esta forma de pagamento.  “O maior acesso ao crédito é uma realidade em todas as classes, em 2012 a oferta de crédito representou 54% do PIB brasileiro”, conta Christine Pereira, Diretora Comercial da Kantar Worldpanel no Brasil.

Estas classes, apesar do menor poder aquisitivo, começam a consumir produtos de maior valor agregado. Ao observarmos os cinco itens que mais cresceram no carrinho de compras das classes D e E, encontramos: detergente líquido para roupa, bolo pronto, suco pronto, leite aromatizado e antisséptico bucal.

Para atender essa demanda das classes mais populares, o estudo da Kantar Worldpanel observou o uso das embalagens dos produtos como ferramenta para o acesso desse público. Foram quatro formatos diferenciados que apresentaram percentuais elevados de crescimento de penetração: Embalagens econômicas, que cresceram 30% (ex.: cereais matinais), promoções mais por menos, que cresceram 42% (ex.: papel higiênico), Monoporções, que cresceram 36% (ex.: bolos prontos) e refis sustentáveis, que é uma nova categoria monitorada (ex.: sabonete líquido).

Menos visitas aos pontos de venda e novas escolhas

O número de idas ao ponto de venda pelo comprador teve uma redução de 9 visitas durante o ano. Apesar de a desaceleração do consumo em 2012 ser uma consequência disso, o estudo destaca uma migração para dois formatos de varejo: Em busca de preços melhores, o valor gasto em compras no atacado cresceu 26%, e a busca por tempo e praticidade fez com que o valor gasto nos supermercados de vizinhança cresça 5%. O atacado já é uma das opções de compra de 12,4 milhões de lares brasileiros.

Último trimestre e festas de fim de ano decepcionam

Historicamente, em grande parte devido às festas de fim de ano, o último trimestre de um ano sempre marca uma aceleração do consumo. Contudo, em 2012, o brasileiro não tirou o pé do freio para as compras. O que aconteceu foi o registro de uma queda em quantidade mas priorizando a sofisticação dos produtos, o que a Kantar Worldpanel classifica como não-básicos.

O valor desembolsado apenas nos últimos três meses marcou um crescimento de 6% nas classes A e B, 4% na classe C e 11% na D e E, o que comprova o interesse das camadas mais populares em trazer produtos de maior valor agregado para o seu carrinho de compras.

“2012 foi marcado por essa sofisticação da cesta de compras, principalmente nas classes D e E. Com isso, podemos concluir que o brasileiro, para não abrir mão dessa conquista e com bolso mais comprometido, optou por ir menos às compras optando por embalagens maiores ou mais econômicos de itens com valor agregado que já tem espaço garantido em sua despensa”, finaliza Christine Pereira, Diretora Comercial da Kantar Worldpanel no Brasil.

 

Sobre Kantar Worldpanel

Kantar Worldpanel é líder mundial em conhecimento do consumidor, através de painéis de consumo contínuos. High Definition Inspiration ™ combina análises avançadas e soluções customizadas em pesquisa de mercado oferecendo insights com nitidez e clareza, tanto no quadro geral quanto nos pequenos detalhes que resultam em ações bem-sucedidas por seus clientes. Seu conhecimento sobre o que as pessoas compram o que usam e as atitudes por trás de seus comportamentos de compra se tornou moeda corrente no mercado para os proprietários de marcas, varejistas, analistas de mercado e as organizações governamentais globalmente.

Com mais de 40 anos de experiência, formada por uma equipe com mais de 3.000 funcionários, e serviços que cobrem mais de 50 países, diretamente ou através de parceiros, Kantar Worldpanel apresenta High Definition Inspiration™ em campos tão diversos como o largo consumo, produtos por impulso, de bebês, de telecomunicações e entretenimento, entre muitos outros.

 

Para mais informações, acesse www.kantarworldpanel.com/br


A Comissão das Nações Unidas sobre Desenvolvimento, ao término de dez dias de reuniões em Nova Iorque, nos Estados Unidos, enfatizou, em 16 de fevereiro último, a necessidade de os países oferecerem à população mais pobre as condições necessárias para a superação da miséria. Em termos práticos, isso significa a realização de programas de renda mínima, educação, saúde, empregos e moradia digna para os que ainda estão alijados dos benefícios da economia.

O desafio é imenso, considerando os números apresentados: um bilhão de pessoas, ou cerca de 15% da população mundial, continuam lutando para ultrapassar a linha da pobreza. Nesse sentido, corre-se contra o tempo, pois em 2015 extingue-se o prazo para a solução desse problema, no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Embora 600 milhões de pessoas tenham vencido a miséria desde 1990, dificilmente haverá sucesso na meta em tão curto prazo, em especial se levarmos em conta a persistência da crise econômica internacional.

A situação é ainda mais grave ante os dados de relatório apresentado no encontro, revelando que 80% da população do Planeta estão sem acesso adequado à proteção social. Com isso, como as nações poderão oferecer aos que vivem na pobreza as ferramentas capazes de melhorar sua situação? Há respostas pontuais a essa questão. Uma das mais eficientes foi dada pelo Brasil, conforme reitera novíssimo estudo do Banco Mundial sobre as desigualdades.

O relatório indica que no Brasil 22 milhões de indivíduos deixaram de ser pobres entre 2003 e 2009. Em nosso país, segundo o organismo financeiro multilateral, o índice de desigualdade social cresceu ao longo dos anos 1970 e 1980, batendo um recorde negativo global em 1989: 0.630 no índice de Gini. Pouco mudou na década de 1990. No entanto, entre 2002 e 2009, a renda dos 10% mais pobres começou a crescer 7% ao ano (quase três vezes mais do que a média nacional), enquanto a dos 10% mais ricos subia apenas 1,1%. Nesse período, a população brasileira beneficiou-se de empregos mais bem pagos, de programas de transferência de renda e de um gasto maior na educação básica.

Os autores do estudo salientam a importância de programas como o “Benefício de Prestação Continuada” (pago aos mais velhos) e o “Bolsa Família” para o sucesso do movimento de inclusão social. Porém, enfatizam que empregos e salários foram os principais responsáveis pela maior parte da queda na desigualdade. Portanto, é imprescindível manter o crescimento econômico, estimular os investimentos produtivos e realizar as reformas necessárias para a modernização e sustentabilidade de nossa economia, de modo que tenhamos menor carga tributária, menos burocracia, infraestrutura adequada e segurança jurídica para os negócios.

Caso não consigamos realizar tais lições, dificilmente teremos sucesso na complementação do processo de erradicação da miséria, que ainda atinge 16 milhões de brasileiros. O pior é que correremos o risco de um retrocesso, a exemplo do que acontece em vários países nos quais a crise econômica tem ceifado empresas, empregos e proteção social. No Brasil, conseguimos uma conquista histórica. Não podemos perdê-la pela mera incapacidade de resolver velhos problemas.

 

Antoninho Marmo Trevisan
Presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

Revista  IstoÉ

Há dois anos publiquei aqui uma coluna intitulada Diagnóstico Errado. Afirmava que é equivocada a ideia de que as dificuldades da indústria brasileira vem de um real excessivamente valorizado. Baseado nesse diagnóstico errôneo, o governo promoveu uma forte desvalorização da taxa de câmbio no ano passado. Os resultados? A produção industrial caiu 2,7% em 2012, e com o encarecimento dos produtos importados, a inflação de janeiro foi a mais alta desde 2005.

Nos últimos nove anos, a produção da indústria no Brasil cresceu em sete e caiu em dois, 2009 e 2012, os únicos anos em que a taxa de câmbio média se desvalorizou. Se o problema é a cotação do real, por que a indústria sofre exatamente quando o problema diminui? Porque a valorização do câmbio – ainda que efetivamente aumente os desafios para a indústria – não é a causa original de suas dificuldades, mas sim consequência dos mesmos processos globais que tem causado tais dificuldades.

A primeira, causada pela migração da industria global para a China em função de custos de mão de obra menores, começou após a entrada dos chineses na Organização Mundial do Comércio no final de 2001. Desde então, a produção da indústria chinesa triplicou, a brasileira cresceu menos de 30%, ainda assim um ótimo resultado quando comparado à indústria dos países ricos, que encolheu.

A segunda é a própria  crise econômica dos países desenvolvidos desde 2008. Uma consequência inevitável da necessária reversão do excesso de endividamento que provocou tal crise foi o consumo crescendo menos nos países ricos e mais nos emergentes. Com a expansão do crédito e da renda no Brasil, as vendas do varejo cresceram mais do que a produção da nossa indústria em todos os anos desde 2004. Da mesma forma, a queda da renda e do crédito nos países desenvolvidos desacelerou as vendas internas. Isto gerou capacidade ociosa e forçou a indústria deles a redirecionar uma parte crescente da produção para os países onde o consumo está crescendo, os emergentes, incluindo o Brasil.

Estes fatores adversos não vão mudar tão cedo e há pouco que possamos fazer para neutralizá-los direamente, sem causar efeitos colaterais mais nocivos que eles próprios, como mostra a mal sucedida tentativa de ajudar a indústria desvalorizando o real, que aliás parece estar sendo abandonada.

Não significa que não possamos ou não devamos fortalecer nossa indústria. Muito pelo contrário. Além das dificuldades causadas pela conjuntura externa, todos os setores da economia brasileira enfrentam obstáculos estruturais.  A solução para infraestrutura ruim, impostos excessivos, mão de obra mal preparada, burocracia e tantos outros problemas está em nossas mãos, particularmente nas mãos do governo.

Oferecendo isenções tributárias temporárias a alguns subsetores industriais e medidas protecionistas a outros, o governo divide e cala nossos industriais, mas não elimina gargalos estruturais. Em alguns casos, até os agrava. Encarecer a importação de componentes, por exemplo, além de aumentar o preço para os consumidores, piora a situação dos subsetores que os utilizam.

Enquanto o setor privado brasileiro não se unir e exigir do governo um corte brutal de gastos e desperdicios, que permita a redução de impostos e libere recursos para mais investimentos em infraestrutura e educação, as dificuldades da indústria não vão passar. Faço eco a um dos mais famosos gritos de protesto de Marx e Engels: industriais do Brasil, uni-vos!

 

 Ricardo Amorim
Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

 

 

Os cinco melhores livros sobre economia e investimentos lançados desde o ano passado nos Estados Unidos e na Europa:

 - This Time Is Different: Eight Centuries of Financial Folly (Carmen Reinhart and Kenneth Rogoff) – Essencial para entender a crise que os países ricos estão passando e por que ela ainda está longe de ter terminado.

 - The Age of Deleveraging, Updated Edition: Investment Strategies for a Decade of Slow Growth and Deflation (Gary Shilling) – Apesar de voltado para a realidade americana, mostra como à medida que a realidade econômica muda, as estratégias de investimento tem de se adaptar à nova realidade, exatamente a mesma coisa que acontece no Brasil com a forte queda da taxa de juros dos últimos anos.

- Endgame: The End of the Debt Supercycle and How It Changes Everything (John Mauldin) – Mais um livro que explica a megatransformação pela qual a economia mundial está passando e como ela exige novas estratégias por parte de empresas e investidores.

 - Unexpected Returns: Understanding Secular Stock Market Cycles (Ed Easterling) – Excelente livro para qualquer um que quer entender de investimentos. Ele mostra muito bem como as flutuações do mercado acionário a curto prazo são muito difíceis de serem previstas, mas a longo prazo são bastante previsíveis, gerando ótimas oportunidades para quem as compreende.

 - Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity and Poverty by Daron Acemoglu and James A. Robinson – Mostra a diferença de estratégia de países que ficam ricos e os que não ficam e como ela se deve principalmente a líderes corruptos, sem compreensão da História e que não investem em educação – formação de capital intelectual – e criação de ambientes propícios a negócios.

Ricardo AmorimApresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com.

Fonte: http://ricamconsultoria.com.br

 Revista IstoÉ

Os cinco melhores livros sobre economia e investimentos lançados desde o ano passado nos Estados Unidos e na Europa:

 - This Time Is Different: Eight Centuries of Financial Folly (Carmen Reinhart and Kenneth Rogoff) – Essencial para entender a crise que os países ricos estão passando e por que ela ainda está longe de ter terminado.

 - The Age of Deleveraging, Updated Edition: Investment Strategies for a Decade of Slow Growth and Deflation (Gary Shilling) – Apesar de voltado para a realidade americana, mostra como à medida que a realidade econômica muda, as estratégias de investimento tem de se adaptar à nova realidade, exatamente a mesma coisa que acontece no Brasil com a forte queda da taxa de juros dos últimos anos.

- Endgame: The End of the Debt Supercycle and How It Changes Everything (John Mauldin) – Mais um livro que explica a megatransformação pela qual a economia mundial está passando e como ela exige novas estratégias por parte de empresas e investidores.

 - Unexpected Returns: Understanding Secular Stock Market Cycles (Ed Easterling) – Excelente livro para qualquer um que quer entender de investimentos. Ele mostra muito bem como as flutuações do mercado acionário a curto prazo são muito difíceis de serem previstas, mas a longo prazo são bastante previsíveis, gerando ótimas oportunidades para quem as compreende.

 - Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity and Poverty by Daron Acemoglu and James A. Robinson – Mostra a diferença de estratégia de países que ficam ricos e os que não ficam e como ela se deve principalmente a líderes corruptos, sem compreensão da História e que não investem em educação – formação de capital intelectual – e criação de ambientes propícios a negócios.

Ricardo AmorimApresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com.

Fonte: http://ricamconsultoria.com.br

Por Walmar Andrade para o MUDE.NU

Iniciamos hoje, com o perfil de Ricardo Amorim, uma nova série no Mude.nu: “Perfis que vale a pena seguir”. Destacaremos aqui algumas pessoas que, além de ser destaque em sua área de atuação, também compartilhem de forma generosa seus conhecimentos nas redes sociais (Twitter, Facebook, Google+ ou qualquer outra) ou em blogs pessoais.

Para a estreia da série, o escolhido foi o economista Ricardo Amorim, que também é Presidente da Ricam Consultoria e apresentador do programa Manhattan Connection, da Globonews, junto a nomes como Lucas Mendes, Caio Blinder, Pedro Andrade e o polêmico Diogo Mainard.

Ricardo Amorim tem se destacado na internet utilizando o Twitter @Ricamconsult para tecer comentários sobre economia e política e para indicar valiosos links com recursos para quem quer entender melhor o mundo em que vive. Um dos destaques do perfil de Ricardo Amorim é quando ele posta cursos on-line gratuito de renomeadas universidades estrangeiras.

Perfil de Ricardo Amorim
Siga Ricardo Amorim no Twitter @Ricamconsult

Não é por acaso que o economista já vai com mais de 28 mil seguidores no Twitter! Isso sem ficar fazendo promoção ou postando fotos de biquini (graças a Deus). Vinte e oito mil pessoas seguindo um cara que fala basicamente de economia e política é de espantar.

Portanto, se você está neste desafio de Conquistar independência financeira, seguir o Ricardo Amorim no Twitter é fundamental.

Também é possível ler as opiniões de Ricardo Amorim em alguns veículos de comunicação, bem como assistir ao Manhattan Connection todos os domingos às 23h na Globo News. Se você é como eu, que dorme cedo, pode ir ao site do programa e conferir a íntegra de todos os últimos programas.

O YouTube também está repleto de palestras de Ricardo Amorim, embora alguns pontos abordados vão perdendo importância com o passar do tempo e as mudanças no cenário político e econômico.

Ricardo Amorim, claro, faz uma divulgação de seu próprio trabalho no Twitter, então seguindo @Ricamconsult você terá acesso aos links para palestras, colunas, entrevistas etc.

E você? Qual perfil sugere para o próximo post da série “Perfis que vale a pena seguir”?