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Desde 1994, com a queda da inflação, a distribuição de renda no Brasil está melhorando substancialmente. Só nos últimos 5 anos, 45 milhões de brasileiros – mais do que toda a população da Espanha – deixaram as classes D e E. No mesmo período, 55 milhões entraram nas classes A, B, C. Em outras palavras, o Brasil ganhou uma Itália de consumidores de classe média e alta neste período. Se mantivermos o ritmo de melhora de distribuição de renda dos últimos 15 anos, antes do final desta década, a distribuição de renda no Brasil será melhor do que nos EUA.

Razão para comemorarmos, certo? Ainda não. Recentemente, a inflação subiu e, para não provocar uma desaceleração mais brusca do crescimento econômico, o Banco Central foi relativamente leniente. Além de outros efeitos nocivos, esta opção retarda e pode até reverter o processo de redistribuição de renda no Brasil de várias formas.

Não foi coincidência que o país teve as maiores taxas de inflação do planeta e uma das piores distribuições de renda do mundo. Quem mais sofre com a inflação é quem não tem conta bancária para proteger seu dinheiro da corrosão inflacionária, exatamente os mais pobres.

Em particular, a recente alta inflacionária foi liderada por uma elevação significativa do preço dos alimentos, que também atinge particularmente os mais pobres, que gastam uma parcela mais significativa de sua renda com comida.

Ao optar por não combater a inflação de forma mais dura agora, o Banco Central, provavelmente, terá de agir com mais rigor no futuro. Como com qualquer doença, quanto mais demoramos para tratá-la, maiores as doses necessárias de remédios e seus efeitos colaterais. No caso, o remédio é a elevação da taxa de juros, que, além de frear a atividade econômica, também funciona como um mecanismo concentrador de renda. Enquanto os mais pobres, normalmente, tem dívidas, cujo financiamento fica mais caro com a alta dos juros; os mais ricos tem aplicações financeiras, cuja rentabilidade sobe junto com os juros.

Para reacelerar o processo de redistribuição de renda no Brasil, além de parar de titubear no combate à inflação, o governo precisaria, apenas, de mais duas medidas.

Primeiro, aumentar investimentos em educação básica. Além da própria inflação, as raízes de nossa má distribuição de renda estão na péssima distribuição de oportunidades educacionais. Crianças sem acesso a educação de qualidade transformam-se em trabalhadores desqualificados, com baixa produtividade e baixos salários.

Além disso, o governo deveria reduzir seus gastos. Assim, diminuiria sua necessidade de financiamento, permitindo que os juros caíssem. Permitiria também a redução de impostos, que, no Brasil, penalizam os mais pobres com uma concentração de impostos sobre consumo. Enquanto aqueles com maior renda conseguem poupar parte dela, os mais pobres gastam tudo que ganham e, às vezes, até mais do que ganham em consumo.

O Brasil não chegou a uma das piores distribuições de renda do planeta por acaso. Já passou da hora de aposentarmos nossa máquina concentradora de renda.

Ricardo Amorim

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria

Para inspirá-los nesse tema, segue abaixo uma história empreendedora admirável:

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as jóias da própria esposa.

Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido. O homem desiste? Não!

Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o tachavam de “visionário”. O homem fica chateado? Não!

Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele. Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não!

Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d’ água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não!

Criativo, ele adapta um pequeno motor a sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas “bicicletas motorizadas”. A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria.

Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país.

Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Encurtando a história: hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro.

Tudo porque o Senhor Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.

Segundo a pesquisa do Dr. David McClelland, os comportamentos ligados à persistência são:

·       Agir diante de um obstáculo significativo.
·       Agir repetidamente ou mudar de estratégia a fim de enfrentar um desafio ou superar um obstáculo.
·        Fazer um sacrifício pessoal ou despender esforço extraordinário para completar uma tarefa.

Na história de Soichiro Honda temos grandes exemplos dos 3 comportamentos.

Considero importante reforçar que, em alguns momentos, persistir significa mudar de estratégia buscando um novo caminho para alcançar seu objetivo.

Muitas vezes vejo empreendedores esquecendo seu objetivo e “persistindo” num caminho que não o esta levando a atingir seu objetivo. Isso na verdade é teimosia. Os grandes empreendedores de sucesso percebem e relembram seu verdadeiro objetivo com a pergunta: “Existe uma outra forma ou outro caminho para atingir meu objetivo?” Você irá se surpreender com o número de caminhos alternativos que se abrem a sua frente se mantiver sua mente aberta.

Eu diria que persistência é uma das competências mais importantes no caminho do sucesso e você será testado muitas vezes, mas lembre-se que o foco é no objetivo e que algumas vezes persistir é mudar de estratégia.

Um grande exemplo disso ouvi na entrevista para o programa Alma do Negócio de Edmour Saiani, sócio fundador da Ponto de Referência. Para assistir acesse: http://goo.gl/ZAYoM

Fonte: Morumbi.net

A Petrobras vai investir US$ 224 bilhões em cinco anos, gerando oportunidades para as grandes, médias e pequenas empresas da cadeia produtiva. O investimento total ultrapassará US$ 400 bilhões, se contarmos outros investidores, por exemplo empresas estrangeiras,  que cada vez mais vêem o Brasil como uma boa oportunidade de negócios.

O governo brasileiro tem a intenção de privilegiar o conteúdo nacional, mas a própria Petrobras não esconde que a industria brasileira não será capaz de atender nem 40% da demanda projetada.  Por isso, quer investir na capacitação das empresas, em especial as médias e pequenas, até para que estas possam competir com empresas estrangeiras que se preparam para agressivamente atuar em nosso mercado.

 

Com este objetivo,  a Petrobras, BNDES e outras cinqüenta entidades brasileiras trabalharam ao longo de 2010 para criar a RMGE – Rede para a Melhoria da Gestão para o Desenvolvimento da Cadeia Nacional de Fornecedores de Bens e Serviços da Cadeia do Petróleo. O objetivo da rede será “aliar competição com cooperação, integrar iniciativas, promover o aumento de escala e a competitividade brasileira, o desenvolvimento sustentável, a responsabilidade social e ambiental, a distribuição de benefícios, a justiça social, a conservação ambiental, a ética, a transparência, o respeito à vida, o empreendedorismo, a inovação com resultados para a sociedade e que seja fator chave para o sucesso dos empreendimentos que serão construídos nos próximos anos”, de acordo com o documento “Plano Estratégico 2011-2014”,  tornado público em dezembro de 2010.

Uma destas entidades foi a SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, que foi representada na RMGE por Heitor Pereira (ex-presidente da SBGC) e pelo seu diretor para as MPMEs (Médias, Pequenas e Micro Empresas), Fernando Jefferson.

Os Programas da RMGE

A rede será operacionalizada através de 12 programas, coordenados por diversas instituições parceiras, e com financiamento multi-institucional. O orçamento estimativo para o período 2011-2014 prevê um montante de R$ 441,87 milhões para a execução dos 12 Programas, que envolverão, de início, 67 projetos estratégicos e 278 ações.  

· Programa 1 – Desenvolvimento de Pólos Empresariais e Arranjos Produtivos Locais

? Programa 2 – Desenvolvimento Sustentável de Territórios Impactados por Investimentos

? Programa 3 – Modelo de Melhoria Contínua da Gestão Empresarial

? Programa 4 – Modernização da Gestão Pública

? Programa 5 – Inteligência em Logística e Transporte

? Programa 6 – Inovação em Gestão, Processos, Bens e Serviços

? Programa 7 – Fortalecimento da Engenharia Brasileira

? Programa 8 – Mecanismos Financeiros e Tributários e Apoio ao Conteúdo Nacional

? Programa 9 – Mecanismos de Integração da Gestão da Cadeia

? Programa 10 – Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores na América Latina

? Programa 11 – Capacitação e Desenvolvimento de Competências

? Programa 12 – Secretaria Executiva da Rede

A PARTICIPAÇÃO DA SBGC

A SBGC participou ativamente da RMGE, tendo contribuído diretamente para a definição de alguns projetos importantes, em especial no Programa 6 – Inovação em Gestão, Processos, Bens e Serviços.

*SBGC – Sociedade Brasileira Gestão do Conhecimento – Comitê de Micros, Pequenas e Médias Empresas – info@sbgc.org.br – @sbgcnacional -  www.sbgc.org.br  – 11 3063 4360

A “NRF Retail´s Big Show”, maior encontro mundial de varejistas, comemora este ano um centenário no qual a indústria e o varejo discutem os principais caminhos para se desenvolverem.

O mercado varejista brasileiro está cada vez mais maduro e ciente da necessidade de se buscar inspiração em eventos dessa natureza, o que tem diminuído sensivelmente a distância entre o conhecimento produzido e aplicado nos EUA em relação ao mercado brasileiro, apesar da distância ainda muito grande no que se refere ao uso e acesso às tecnologias modernas.

A comitiva brasileira, a maior estrangeira no evento, também buscou entender que esse novo consumidor requer uma mudança da forma de pensar. As redes sociais já foram incorporadas às estratégias de negócios e divulgação. No mundo conectado, não se deve responder que não se sabe a resposta, mas sim que ela será descoberta. O conhecimento, embora incipiente, traz impactos profundos na maneira de se relacionar com os clientes e o mercado. Listamos as tendências principais discutidas nos Estados Unidos.

Cenário – A economia norte-americana mostra sinais de recuperação, embora lenta, com ampliação do consumo. A taxa de desemprego (em torno de 10%) ainda preocupa. Em termos de expansão, várias empresas continuam se apoiando em crescimento para outros países, com destaque para China, Índia e Brasil. O principal executivo da Sack´s Fifth Avenue, por exemplo, alerta: “não devemos desperdiçar o aprendizado de uma recessão como essa para tornarmos as nossas empresas mais produtivas e eficientes”.

Consumidor no centro – O tema foi e seguirá sendo destaque, trazendo uma mudança na forma de se relacionar com o cliente, cada vez mais “empoderado” com informações relevantes e o acesso às opiniões de outros consumidores. As empresas precisarão aprender a se relacionar num mundo de incertezas, do consumidor “onipresente”, muito além da estratégia multicanal antes adotada pelas empresas; um mundo de baixa fidelização e cujos canais de vendas deverão se adaptar a esse consumidor, quando e como ele desejar se relacionar com a marca.

Processos e Tecnologia – Fundamentais para acompanhar toda a evolução do consumidor empoderado, pois as empresas precisarão conhecer com profundidade seus clientes e os não clientes (por que não compram?) e se preparar para proporcionar serviços, além de aliar a preparação das pessoas com os processos (redesenhados e revistos). A tecnologia passa a ser um desafio que garante uma operação produtiva e focada no poder desse consumidor. Cada vez mais preparadas, as empresas serão exigidas a proporcionarem respostas rápidas, simples e eficazes, devendo usar de tecnologia. O site da empresa e o e-commerce, por exemplo, são uma extensão da loja.

Experiência de consumo – A estratégia do consumidor no centro traz mais força e relevância para a experiência de marca que a empresa irá proporcionar aos seus consumidores em todos os pontos de contato (“touch points”), desde o site, a sua relação com as mídias sociais, o sistema de atendimento telefônico, lojas, canais indiretos, entre outros. É preciso manter esses pontos de contato alinhados com a visão, proposta de valor da marca no mercado em que concorre. A mensagem não pode ser passada de forma a confundir esse consumidor e deve acompanhá-lo desde o “momento zero da verdade” (quando pensa em adquirir determinado produto ou serviço) até a compra efetiva, gerando a “one brand experience” (a mesma experiência de marca/consumo).

Pessoas – Desde a capacidade de reagir na crise até a expansão, as empresas precisarão de pessoas capazes de interagir com o consumidor, superando o desafio de ter informação e ferramentas adequadas para um mundo conectado. O debate mostrou a dificuldade das pessoas mudarem, não apenas racionalmente, mas por outros motivos que precisam ser conhecidos, para criar um clima de integração com seus times. Além disso, como efeito do crescimento no horizonte, a preparação de pessoas e a sua gestão se tornam imperativos. Os planos de sucessão ainda são poucos. Pesquisa da Korn Ferry mostra que apenas 17% dos varejistas estão engajados nisso.

Inovação – O varejo precisa estar continuamente associado à novidade, ao excitamento e a relevância como focos principais para o sucesso nos negócios. Várias pesquisas foram apresentadas citando que um dos principais motivos da não compra dos consumidores ao saírem de uma loja é a ausência de novidades (segundo a Rede Bloomingdale´s, cerca de 50%). Dessa maneira, as lojas precisam ter “alma”, precisam criar uma conexão com os corações dos consumidores, de se comunicarem com ele de maneira integrada e alinhada com os seus princípios organizacionais e de imagem/marca.

Servir e não vender – Dado o poder de informação do consumidor, sua principal necessidade é ser servido como e quando ele quiser. O despreparo do atendimento ficou evidenciado e precisa ser questionado pelos empresários brasileiros. As pessoas devem participar dos resultados das lojas, não somente por comissão direta por transação, que configura interesse na venda e não na satisfação desse cliente. Exemplo das lojas Apple, nas quais não se recebe comissões, mas participação nos resultados como um todo. Nesse caso a maioria está comprometida em ajudar os clientes a mudarem seus estilos de vida com relação ao uso de tecnologia (e não somente vender produtos Apple, como brand statement).

Apple, Facebook e Google – Empresas que estão transformando a forma de se relacionar e gerando cada vez mais uma legião de fãs (e não simples consumidores). O que mais chamou a atenção é que nenhuma dessas empresas foi patrocinadora do evento, porém, foram vistas por milhares de pessoas de forma direta ou indireta. As lojas devem ser grandes IPad´s, numa alusão à facilidade de interação visual, design e gráfica desse equipamento da Apple (tablet), de absoluto sucesso no mercado americano e mundial.

Adir Ribeiro é sócio diretor e fundador da Praxis Education, empresa especializada em conhecimento nas áreas de canais de distribuição, franchising e varejo. É instrutor credenciado dos Cursos da ABF (Associação Brasileira de Franchising) e participante/consultor da 1ª Comitiva Internacional da ABF junto à NRF/EUA. Contato: adir.ribeiro@praxiseducation.com.br.

Não adianta ter atitude, ser ágil, fazer tudo pra ontem, se não há um caminho traçado, uma direção a seguir. Saber para que e por que se está correndo faz toda a diferença. A administração do tempo também é fundamental para conquistar os objetivos pretendidos. Em nosso trabalho com diferentes empresas muitas vezes nos deparamos com pessoas ativas, competentes e que sonham em alcançar uma posição de destaque em suas carreiras. Essas mesmas pessoas enfrentam um problema semelhante: a dificuldade de colocar o que é mais importante em primeiro lugar em suas vidas. E por que essa dificuldade aparece?

Um gerenciamento inadequado de nossas prioridades semanais e diárias, além de uma abordagem com foco apenas na eficiência e não na eficácia, afetam diretamente nosso desempenho. Vou usar a linguagem figurada para tentar explicar esse conceito através da bússola (que representa nossos valores e princípios) e o relógio (que são nossos compromissos e tarefas). Uma grande lacuna aparece quando percebemos que as atividades que desenvolvemos não são as que mais importam em nossas vidas.  A percepção disso, na maioria das vezes, só aparece em situações de sofrimento, como, por exemplo, a perda de um emprego.

É num momento assim, de profundo desespero, que muitas pessoas começam a refletir e descobrem que não estão gerenciando seu tempo de modo a conquistar os seus verdadeiros objetivos de vida. E é aí que a pessoa pode iniciar um processo de mudança. Se ela quiser mudar, terá de encarar algumas questões fundamentais. Uma delas é a diferença entre eficiência e eficácia. Um projeto pode ser desenvolvido com maestria, ser totalmente eficiente nas suas diretrizes e procedimentos, além de ser realizado em tempo recorde, mas se ele não nascer de uma reflexão profunda e madura sobre a sua necessidade, suas implicações e seu alinhamento com valores e princípios sólidos, ele não vai durar muito tempo e os problemas começarão a aparecer, ou seja: pode ser uma ação eficiente sem ser, no longo prazo, realmente eficaz.

É assim também com as mudanças estruturais, que são as mais complicadas e as mais necessárias. Você tem um problema, foca e tenta resolver. Certamente consegue, mas e a raiz que originou esse problema? Continua lá? Na maioria das vezes sim e inevitavelmente o problema retorna ou aparece de uma forma diferente.

Na verdade, o que mais precisamos é ultrapassar uma noção superficial de gerenciamento do tempo para chegarmos ao conceito de liderança do nosso próprio caminho.

Planeje, agende, administre. Mas procure analisar com tranqüilidade o caminho a seguir. A síndrome da urgência está fazendo com indivíduos e organizações abandonem a noção de qualidade. As pessoas, no geral, acreditam que é possível ter uma vida melhor se a mesma estiver totalmente sob controle, mas isso é uma ilusão. Na verdade o que podemos  controlar são as escolhas que fazemos, mas não o resultado delas ou as atitudes das pessoas à nossa volta. Escolhas sábias geram, a médio e longo prazo, excelentes resultados, mas isso não é controle, é visão adequada. Esteja preparado para administrar as mudanças que virão pela frente. Encare os obstáculos que possam vir a aparecer como oportunidades transformacionais, ou seja, novas maneiras de alcançar seus objetivos.

Se você tem uma equipe, tenha em mente que pessoas não podem ser gerenciadas, mas sim lideradas. Se bem orientadas e empoderadas não perdem tempo com atividades impensadas ou triviais e encontram resultados cada vez melhores. Priorize as suas metas com base em valores e busque resultados significativos. Comece por você: direcione e empregue energia no que realmente importa. Seja o exemplo do grupo, mostrando através de seu planejamento e de suas ações que o que se quer é possível alcançar.

Paulo Kretly é presidente da FranklinCovey Brasil (www.franklincovey.com.br), e reconhecido palestrante em liderança, gestão e produtividade pessoal e interpessoal, é especialista em gerenciamento do tempo e vem cativando milhares de pessoas e organizações que o procuram com o desejo de manter suas vidas pessoal e profissional equilibradas.

O que tenho aprendido na minha vida empresarial de consultor e palestrante/professor é que os resultados não acontecem, precisam ser construídos. Ou seja, ninguém deixa de bater a meta de vendas no último dia do mês, ou repete de ano na última prova. As metas são alcançadas dia após dia e não somente os resultados são apurados.

A lógica é que os empresários precisam começar a se planejar e construir seu futuro, pois não podemos deixar que o futuro chegue sem antes planejá-lo adequadamente.

E o planejamento passa tanto na esfera individual como empresarial. Aliás, temos que lembrar que a definição de indivíduo é “ser não divisível por dois”, ou seja, somos uma pessoa só (atrás de um CNPJ sempre existe no mínimo um CPF, seres humanos) e tendemos a repetir comportamentos da pessoa física na pessoa jurídica. Quantos de nós nos planejamos na nossa vida pessoal? São poucos, muito poucos….

E isso reflete no planejamento empresarial. “Deixa a vida me levar”, só quem ganhou $$$ com isso foi o Zeca Pagodinho.

Pense nisso.

*Adir Ribeiro – sócio diretor e fundador da Praxis Education, empresa focada em consultoria e capacitação em Franchising, Varejo e outros canais de distribuição, além de professor das melhores universidades brasileiras de negócios.

Neste segundo encontro, convido você a compreender em que contexto a gestão do conhecimento está inserida, a partir da discussão do conceito de inteligência empresarial. Se você está navegando aqui pelo site da SBGC, provavelmente já vem percebendo no ambiente sinais de que estamos passando por uma revolução. Sim, uma revolução tão importante quanto a Revolução Industrial, que estudamos nos livros de história. Estamos ingressando na Era do Conhecimento (ou o nome que os historiadores resolverem inventar quando estiverem estudando nossa geração). O fato é que o principal fator de produção (que um dia já foi a terra) atualmente é o conhecimento. Se ainda tem dúvidas, pense em quanto vale o Google.

Bem, para sobreviverem nesse novo mercado que se configura, as empresas (e os profissionais) terão de se adaptar, certo? O Centro de Referência em Inteligência Empresarial (Crie) defende que essa adaptação passa pela habilidade de as organizações lidarem de forma sinérgica com três conceitos: Conhecimento, Inovação e Empreendedorismo. Eu concordo que esse tripé é a base para o sucesso das organizações nessa nova era. E você?

Vamos pensar um pouquinho juntos. Ao praticarem a Gestão do Conhecimento, as empresas criam uma sistemática para coleta, armazenamento e compartilhamento do conhecimento. Isso é fantástico, mas se esse conhecimento for (re)utilizado, gerando valor para as organizações. Já a inovação, pressupõe quebra de paradigmas. Ao fazer a mesma coisa de um jeito diferente (inovação incremental) ou criar um processo ou produto inédito (inovação radical), a empresa garante vantagens competitivas, ou seja, larga na frente. E a capacidade de empreender é o que alavanca a companhia.

Você deve estar pensando: “Ah, então se a empresa conseguir mapear o que sabe, monitorar o ambiente para saber o que os outros sabem, articular parcerias para melhorar o que sabe, buscar aprender o que não sabe e, ao saber tudo isso, pensar no que ninguém foi capaz de pensar antes e ainda fazer disso algo que nunca alguém ousou fazer antes, ela provavelmente obterá sucesso na nova economia!” Em partes é isso mesmo. Faltou um ingrediente fundamental que dá, digamos, a liga dessa mistura: a cultura e o ambiente favoráveis para isso tudo girar. Ou você acha que isso acontece de forma simples como um passe de mágica? Mas isso é papo para outra conversa. Voltamos a esse assunto em agosto. Se quiser trocar idéia até lá, me envie um e-mail: camilapires.sa@gmail.com.     

Camila Pires Associada SBGC e Integrante do Programa SBGC Jovem,  Jornalista, formada pela PUC-Rio), especialista em gestão do conhecimento e inteligência empresarial pela Coppe/UFRJ, com MBA em gestão empresarial pela FGV. Atualmente, trabalha como Gerente de Gestão do Conhecimento na MPX Energia 

Há tempos que o atendimento aos clientes se tornou estratégico para as empresas que pretendem crescer e se manter com resultados excelentes, desde a criação do Código do Consumidor até mesmo o envolvimento do cliente nos rumos das empresas, como nos dias atuais, por meio das mídias sociais.

O poder do consumidor está cada vez maior e a sua fidelidade às marcas, cada vez menor. Isso por um lado traz enormes oportunidades para as empresas pequenas e médias, que não contam muitas vezes com marcas reconhecidas em larga escala.

Pode ser o elemento diferenciador na percepção desses clientes, altamente volúveis, mas que ainda mantém uma necessidade de se sentir especial. Não basta a empresa achar que o cliente é especial, tem que fazê-lo se sentir especial. É uma outra visão, onde a percepção passa a ter importância estratégica e as ações de comunicação e treinamento das equipes são fundamentais para que estejam alinhadas com o princípio de encantar os clientes, fazendo-os se sentirem especiais e proporcionando-lhes uma experiência de consumo inesquecível.

Marc Gobé, um dos nomes mais referenciados no varejo mundial e empresário especializado em “branding emocional”, nos apresentou uma frase na sua palestra em Nova York, em janeiro desse ano (2010) na convenção de Varejo em Nova York que provocou muito os empresários participantes: “É o fim da era do amor platônico pelas marcas….os clientes amam as marcas, mas as marcas não amam os clientes na mesma intensidade”.

Ou seja, por mais fiel que esse cliente tenha sido nos últimos tempos, se ele não continuar tendo a atenção devida, ele vai mudar de fornecedor. Grande oportunidade para quem estiver preparado.

*Adir Ribeiro é sócio diretor e fundador da Praxis Education, empresa focada em consultoria e capacitação em Franchising, Varejo e outros canais de distribuição, além de professor das melhores universidades brasileiras de negócios.

Analisar o que está ocorrendo é parte do meu dia-a-dia e para entender essas tendências é necessário ter muitas conexões, observar comportamento humano na vida real, expor-se a diferentes culturas e enxergar algumas vezes o invisível. Analisar tendências é uma atividade extremamente complexa, e muito importante para antecipar-se ao mercado. Tentar entender comportamentos e expressões individuais desse cotidiano representa descobrir novas formas que o inconsciente coletivo poderá ter no futuro.

Compartilho duas tendências que cada vez mais se solidificam no nosso cotidiano e impactam em novas oportunidades de negócios a serem exploradas, o efeito “cocooning” e a segunda carreira de “baby boomers”-pessoas com mais de 40 anos:

Encasulamento: Tendência cunhada por Faith Popcorn no início dos anos 90 e que ocorre há muitos anos em grandes cidades urbanas e tem como principal propulsor fatos como excesso de gente, falta de segurança, disseminação de informação sobre doenças, novas bactérias e vírus que aterrorizam nossos sonhos.

Um forte impulso de ficar dentro de casa, quando o lado de fora se torna muito ameaçador e difícil de viver. O efeito “cocooning”, ou seja, a transformação do lar em verdadeiros ninhos de segurança. Milhares de novos negócios e oportunidades foram criados: ofertas de filmes pela TV a cabo, pizzas congeladas, serviços delivery e a Internet cada vez mais utilizada para fazer compras e escolhas antecipadas de serviços e produtos. A web traz uma nova forma de entreter e se relacionar, há música, novos softwares, produtos que podem ser comprados ou ofertados, compra antecipada de ingresso para shows, teatro e cinema.

Defendemos nossa prole através de sistemas complexos de segurança nos prédios e comunidades que vivemos. Blindamos nossos carros, pedimos comida em casa, fazemos mais churrascos e reuniões entre amigos. Construímos muros cada vez mais altos e transformamos nossos lares em possíveis bunkers aconchegantes e cheios de opção. É nossa tendência a se proteger e se perpetuar.

Saindo fora: Depois de mais de 20 anos de ambição em grandes empresas, muitos executivos se questionam se devem ou não permanecer, se deve continuar suas carreiras nessas corporações. Geralmente baby boomers com bons salários e bônus, que investiram mais de 14 horas por dia, estão deixando seus postos e altos salários, optando por uma vida mais simples, calma e psicologicamente mais satisfatória.

Sabem que esse estilo de vida como sedentarismo, alto nível de estresse, uso de medicamentos pode causar sérios problemas a sua saúde, mas também descobriram que há maior longevidade e meios para obter uma melhor qualidade de vida. O paradoxo entre essas possibilidades leva essas pessoas a uma grande reflexão de vida. Não se trata de negar o modelo corporativo adotado e sim uma nova forma e expectativa de viver, agregada ao que foi construído.

Alguns desses profissionais questionam o valor intrínseco para obter uma nova posição de poder, e o custo emocional para isso ocorrer. Alguns usam um período sabático que pode incluir serviços às ONGs, percorrem caminhos espirituais, ou fazem novos cursos. Encontram também outras formas de empreender e aprender. Executivos que deixam a carreira para montar seu próprio negócio, dar aulas, fazem novos cursos de especialização e mudam de carreira depois dos 40.

Conectam-se com amigos de infância encontrados nas redes sociais, revisitam seus sonhos e partem para novas experiências de vida. É um novo indivíduo carregado de experiência profissional, pronto para consumir novas formas de ser. Lêem outros livros, experimentam novas viagens, consomem novas roupas. Mudam sua forma de viver.

Tendências que moldam nossas vidas e comportamentos que expressamos através de novos hábitos e atitudes. Antecipá-las, uma atividade cada vez mais complexa, mas cada vez mais fascinante, dessas criamos oportunidades de novos negócios e inovação que virão por aí.

*Martha Terenzzo – gestora de inovação e business da Inova 360º. Você pode contatá-la pelo MSN (martha.terenzzo@hotmail.com), Linkedin (martha.terenzzo@uol.com.br) ou Twitter (@marthaterenzzo9).

Na maioria dos materiais relacionados a empreendedorismo é possível encontrar inúmeras razões tanto para empreender quanto para não empreender. Para ilustrar as minhas motivações, gosto muito de uma frase do empreendedor americano Jim Rohn:

“Quem quer fazer algo dá um jeito. Quem não quer, arranja uma desculpa.”

Apesar da motivação principal que eu tenho ser “não me consigo imaginar fazendo outra coisa”, existem 3 grandes forças que me fazem seguir em frente mesmo com todas as dificuldades naturais do processo empreendedor.

Ter autonomia

Ao começar sua própria empresa, você terá a oportunidade de colocar suas ideias em prática com uma autonomia que dificilmente é encontrada quando se trabalha em outra empresa.

Porém, não podemos confundir autonomia com “não ter patrão”. Vale a pena lembrar que o empreendedor precisa sempre prestar contas e satisfazer seu verdadeiro patrão: o cliente.

Estar em um processo contínuo de aprendizado

A única certeza que podemos ter em nossa jornada empreendedora é que as condições existentes hoje não durarão muito tempo. Seja por causa de uma mudança tecnológica ou nos padrões de consumo, a inovação (tecnológica ou no modelo de negócios) é fundamental para quem quer manter uma posição de liderança. Ou seja, o empreendedor é forçado a sempre se desenvolver.

Considerando essa necessidade de inovação imposta pelo mercado, não podemos ficar parados. Aprender coisas novas e pensar em formas mais eficientes de atender demandas é algo extremamente motivante e sem dúvidas empreender é uma excelente forma de desenvolver essas características.

Como já dizia Darwin: Não necessariamente é o mais forte que sobrevive. A evolução é baseada naqueles que são mais aptos à mudança.

Fazer parte do progresso da humanidade

Qualquer tipo de empreendimento começa com uma ideia na cabeça de alguém e através de uma jornada longa e difícil é transformada em um produto/serviço que possui impacto na vida das pessoas, tanto dos clientes quanto dos fornecedores e pessoas que garantem seu sustento por causa do empreendimento.

Ter uma visão de algo que não existe e transformar em algo palpável é a definição do progresso humano. A sensação de saber que sua criatividade foi peça chave na criação de algo de valor é simplesmente indescritível.

Conclusão: Empreender é uma experiência fenomenal, desde que pelos motivos certos

Repare que em nenhum momento foi mencionada a motivação financeira. Apesar de ser possível alcançar a riqueza através do empreendedorismo, o processo é extremamente cansativo e exige uma quantidade e qualidade de trabalho inimaginável do empreendedor. Se a motivação é apenas financeira, será muito fácil desistir no primeiro obstáculo.

Por outro lado, se a motivação consiste em fazer algo que acreditamos e sentimos que nos faz ir mais longe, nenhum obstáculo será suficiente para parar o empreendedor.

Para saber mais sobre pesquisas relacionadas à motivação de pessoas de sucesso, recomendo o artigo: As 3 coisas que realmente motivam as pessoas - http://www.saiadolugar.com.br/2010/08/12/as-3-coisas-que-realmente-motivam-as-pessoas/

*Millor Machado é formado em Engenharia de Controle e Automação pela Unicamp, trabalhou como consultor de gestão na A.T. Kearney, e é co- fundador do site Empreendemia que tem por missão orientar e conectar empreendedores brasileiros, acelerando negócios, além disso, Millor escreve no blog Saia do Lugar (www.saiadolugar.com.br).