Artigos Alma do Negócio

11 de novembro de 2014

Artigo do nosso colunista Jefferson Neves

Mudança de Cultura

Meu avô se aposentou com 54 anos de idade, após, trabalhar trinta anos para a Light S/A em São Paulo, mas, com sua grande visão empreendedora, resolveu que sua aposentadoria seria investida integralmente com a diversão ao lado de minha avó e que iria vender serviços domésticos de manutenção elétrica para todo seu bairro.

Nos vinte anos que se seguiram, meus avós conheceram o Brasil de ponta a ponta, e meu avô Joaquim tornou-se a maior referência em serviços elétricos na região, e como sabia cobrar pela sua excelência profissional, prosperou financeiramente.

Em 1997, no funeral de meu avô, um senhor que circulava pelo bairro e que sempre nos cumprimentava, aproximou-se para me desejar condolências e me disse uma frase que carrego comigo todos os dias: Estou triste, pois, perdemos uma pessoa útil que mudou a cultura local.

Desde então, não tolero mediocridade, tampouco, derrotados!

Tenho obsessão pela evolução humana e acredito que somente assim, teremos a evolução das pessoas jurídicas.

Há vinte anos como consultor de empresas, incentivo funcionários a serem colaboradores de fato, abrirem suas mentes, superarem seus grandes sabotadores internos e se tornarem úteis para si mesmos e para o mundo.

Por outro lado, desenho ferramentas para as empresas terem seus funcionários como parceiros e adotarem um programa de mudança cultural baseado na evolução pessoal de cada membro, auxiliando aquele que não tem vocação empreendedora a se transformar em um colaborador diferenciado, especial e feliz, e com aquele que descobre ser um empreendedor, deixando-o voar alto para que também seja feliz e realizado.

Durante minha trajetória profissional, tive a oportunidade de conviver e trabalhar com um grande número de pessoas bem-sucedidas, e percebo quantas delas criam um personagem para esconder seus sentimentos pessoais de imperfeição.

Elas adotam diferentes posturas para compensar a falta de valor próprio interior exibindo suas riquezas, status, façanhas intelectuais, força física, conexões sociais ou “superioridade” moral, na tentativa de provar que não são tão indignas quanto se sentem por dentro.

Algumas vezes, tudo começa com uma pequena mentira ou simulação, mas, com o passar dos anos, a farsa vai ganhando uma grande dimensão, dando origem a um personagem que é o oposto de como a pessoa se sente.

Entretanto, isso não acontece apenas com os bem-sucedidos, cheguei à conclusão de que quase todo mundo, em algum momento, esconde ou compensa uma parte de si mesmo da qual não gosta.

Jonh Opel, ex-presidente da IBM, palestrando para alunos de MBA em Stanford, respondeu a um dos participantes, que lhe pediu um conselho sobre como deveriam começar sua carreira dizendo: “Não Finjam”.
Após as gargalhadas, ele disse que, todo mundo é esperto e calmo o suficiente para fingir ou enganar por algum tempo, mas, no fim, a fé em si mesmo acaba sendo enfraquecida e, com ela, a autoconfiança, o respeito por si próprio e a autoestima.

Nosso verdadeiro eu é como um diamante e, ao crescer, vamos cobrindo-o de sujeira, daí quando bate o desespero nós aplicamos uma camada de tinta sobre a sujeira para parecermos mais atraentes para o mundo.

Mudança de cultura é passar um tempo limpando a sujeira para que possamos nos redescobrir como diamantes de verdade!

Jefferson Neves
Criador do Conceito “Libertação de Marcas”.
Fundador da Accanti Publicis & Marketing.

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